Playbook · Crise trabalhista
Crise trabalhista de alta visibilidade
Denúncia coletiva de assédio, demissão em massa ou conflito com corpo clínico ganha tração pública. Coordenação entre RH, jurídico e comunicação.
- Severidade
- Alta
- Janela de atuação
- 48h — 45 dias
- Envolvidos
- RH, Jurídico, Direção, Conselho Regional, Sindicato, Imprensa
Cenário
Denúncia coletiva de assédio moral, demissão em massa ou conflito com residentes/médicos contratados chega às redes sociais ou à imprensa. Conselho Regional pode ser acionado.
Fase 1 — Avaliação interna (0–24h)
- RH + jurídico: revisar toda documentação de RH relacionada aos envolvidos.
- Avaliar gravidade: assédio documentado, conflito salarial ou insatisfação com gestão.
- Identificar se há denúncia formal em canal interno (ouvidoria, RH, anônimo).
- Não demitir envolvidos durante a crise ativa — aumenta percepção de retaliação.
Fase 2 — Comunicação interna (24–48h)
- Comunicado interno claro da direção: reconhecimento, abertura de apuração, canal de escuta.
- Reunião com lideranças intermediárias: alinhar narrativa interna.
- Se há sindicato ou associação médica: contato direto antes de qualquer nota pública.
Fase 3 — Comunicação pública
- Nota factual: a instituição leva a sério, apuração em curso, canal de denúncia disponível.
- Não atacar denunciantes, mesmo anonimamente.
- Porta-voz: diretor de pessoas ou diretor geral, não comunicação.
- Se Conselho Regional pedir informações: resposta técnica, documentada, no prazo.
Fase 4 — Resolução e reconstrução (semanas 2–6)
- Resultado da apuração comunicado internamente com medidas concretas.
- Se houve falha: reconhecimento claro + plano de melhoria + prazo.
- Pesquisa de clima 60 dias após a resolução.
Limites
Não usar NDA como instrumento de silêncio para vítimas. Não retaliar denunciantes mesmo em situações de denúncia infundada. Não negar acesso de sindicato ou representantes ao processo.
Esta é a versão pública e resumida do playbook. A versão operacional — com árvores de decisão, modelos de comunicado e contatos por praça — é entregue e mantida sob contrato.
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