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Playbook · Surto institucional

Surto de IRAS com notificação compulsória

Surto de infecção relacionada à assistência (KPNC, CRE, C. auris) com notificação obrigatória à vigilância e risco de cobertura midiática.

Severidade
Crítica
Janela de atuação
24h — 90 dias
Envolvidos
CCIH, Vigilância Sanitária, ANVISA, Pacientes internados, Famílias, Imprensa

Cenário

CCIH identifica cluster de IRAS por microrganismo de importância epidemiológica. Notificação compulsória é obrigatória. Familias de pacientes internados são afetadas. Risco de vazamento para imprensa.

Fase 1 — Ativação imediata (0–24h)

  • CCIH lidera: identificar casos, isolar, coletar culturas, revisar práticas de precaução.
  • Notificação à Vigilância Sanitária local conforme protocolo compulsório (ANVISA RDC 63/2011 e atualizações).
  • Briefing para equipe assistencial envolvida: sigilo operacional até comunicação oficial às famílias.
  • Direção informada: decisão sobre comunicação proativa às famílias de pacientes em risco.

Fase 2 — Comunicação às famílias (24–72h)

  • Abordagem individual, presencial, por médico responsável.
  • Linguagem clara: o que é a bactéria, qual o risco real, o que está sendo feito, como acompanhar.
  • Evitar termos que criem pânico: “epidemia”, “contaminação generalizada”, “falha grave”.
  • Canal de contato dedicado para dúvidas das famílias.

Fase 3 — Comunicação institucional

  • Nota interna para equipe: fatos, medidas, papel de cada profissional.
  • Se a imprensa perguntar: nota oficial com CCIH como fonte técnica.
  • Não confirmar número de casos em investigação antes de revisão epidemiológica concluída.
  • Parceiros e conveniadas: comunicado técnico sobre medidas de precaução.

Fase 4 — Pós-surto (semanas 4–12)

  • Relatório de investigação para Vigilância Sanitária.
  • Relatório interno de lições aprendidas.
  • Comunicado de resolução às famílias afetadas.

Limites

Não minimizar o risco para famílias por pressão comercial. Não atrasar notificação compulsória. Nunca usar linguagem de relações públicas antes da comunicação médica às famílias.

Esta é a versão pública e resumida do playbook. A versão operacional — com árvores de decisão, modelos de comunicado e contatos por praça — é entregue e mantida sob contrato.

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